Encontro debate modelagem de gestão e sustentabilidade de equipamentos culturais

Encontro debate modelagem de gestão e sustentabilidade de equipamentos culturais

Com a mediação do prefeito da cidade de Goiás, Aderson, o 11º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial, debateu, nesta quinta-feira, dia 05/12, no Complexo Casas das Histórias, em Salvador, Bahia, os desafios de gestão de equipamentos culturais, voltado a reforçar a importância de compensar os modelos de gestão cultural no Brasil, garantindo sustentabilidade.

O diretor executivo de Projetos da OEI Brasil, Alex Lima, destacou a necessidade de inovação e independência na gestão desses equipamentos. “É fundamental construir modelos que proporcionem estabilidade às organizações, evitando que as mudanças políticas afetem diretamente o setor cultural, tão suscetível a tensões ideológicas”, afirmou, reforçando a necessidade de políticas que reforcem o pertencimento da população e tornem os equipamentos culturais mais acolhedores, especialmente quando 80% dos brasileiros ainda não frequentam museus.

O advogado e mestre em Direito Constitucional, Diogo Guanabara, abordou os desafios jurídicos para a celebração de acordos e parcerias na gestão cultural. Ele apresentou um “cardápio de opções” para a modelagem jurídica de gestão: desde a gestão direta pelo poder público, passando por parcerias público-privadas, até a administração por Organizações Sociais (OS). Porém, destacou o modelo desenvolvido em Salvador, na Galeria Mercado e na Casa das Histórias, de gestão por organizações internacionais. Este modelo, regulamentado por decreto, combina redes globais de financiamento e intercâmbio cultural. “Trata-se de um exemplo de paradiplomacia, em que acordos com organismos internacionais densificam tratados já existentes”, explicou.

A experiência internacional também foi tema do encontro. Antônio Pontes, diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, de Portugal, retomando os projetos dos Centros de Interpretação do Patrimônio, espaços que vão além dos museus tradicionais. “Os centros de interpretação são canais de comunicação que conectam os visitantes aos territórios. Eles devem ser acessíveis, fomentando a compreensão e a experiência ativa dos visitantes, além de qualificar o acesso ao patrimônio cultural de forma global”, apontou.

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