Proteção do patrimônio e resiliência diante dos impactos das mudanças climáticas

Proteção do patrimônio e resiliência diante dos impactos das mudanças climáticas

Buscar respostas sobre como proteger o patrimônio diante dos eventos extremos impulsionados pelas mudanças climáticas foi pauta do 11º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial, nesta terça-feira, dia 03/12, no Complexo Casas das Histórias, em Salvador, Bahia. O tema sobre a mitigação dos impactos foi abordado de forma holística, e foi conduzido pela mediação da diretora Executiva do Perifalab, Marcele Oliveira. 

Entre os palestrantes: a diretora executiva da C de Cultura, Mariana Resegue e a diretora executiva do Instituto Veredas, Laura Boeira, que apresentaram a Pesquisa Cultura e Clima concebida com o objetivo de buscar entender como a crise climática coloca em risco as expressões culturais e altera a interação das comunidades com seus territórios. Ao apresentar a pesquisa, destacaram o papel da cultura para conscientização pela sua alta capacidade de comunicação e mobilização social

O conselheiro científico da Associação de Pesquisa Iyaleta, Alcides Carvalho, que trouxe contribuições dos saberes e fazeres das comunidades de religiões de matriz africana para enfrentamento das mudanças climáticas, apresentando uma visão holística da relação homem e natureza, e a pesquisadora CNPQ/Fapemat, Naine Terena, que falou sobre saberes e fazeres dos povos originários para enfrentamento das mudanças climáticas, ao mesmo tempo que fez uma crítica à falta de apoio, proteção e assistência aos povos indígenas nessa tarefa de proteger a natureza.

Resiliência – A estratégia de resiliência e Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima em Salvador (PMAMC) foi apresentado pela gerente de Resiliência de Salvador, Larissa Manciola, descrevendo os riscos de enchentes e outros eventos extremos decorridos das características geológicas da cidade. O plano conta metas e ações, construído com colaboração da academia, do poder público, da sociedade civil e do setor privado, para mitigar os riscos de deslizamentos, ondas de calor, inundações e elevação do nível do mar, considerando o impacto não apenas para o turismo, como em todo o setor cultural, no social e na economia.

O chefe de Gabinete da Prefeitura de Ouro Preto, Zaqueu Astoni, trouxe as dificuldades de investir em obras nos prédios tombados, que são mais caras e que exigem maior cuidado, tornando as ações de mitigação aos riscos decorrentes de eventos extremos mais complexos. O tema também foi explorado pelo consultor da CNM, Valtuir Nunes. O painel foi mediado pela assessora internacional da Secretaria de Turismo e Cultura de Salvador, Malu Gouvea.

O 11º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas, Turísticas e Patrimônio Mundial é realizado pela Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial (OCBPM), a Confederação Nacional de Municípios (CNM) e a Prefeitura Salvador (BA), com o patrocínio da Caixa Econômica Federal (CAIXA), da INFRAERO  e do SEBRAE.

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